Serei sincero convosco: este blog não irá ser alvo do novo acordo ortográfico. Nesse campo irá ser um Velho do Restelo intransigente, intolerante, adverso a tal mudança. Não significa que o seu autor, por vezes, não escreva em conformidade com a nova grafia exigida.
A franqueza continua. Este sítio tem como génese uma sucessão de más opções profissionais que, por vezes demais, tomei. Pior: muitas delas foram por simples apatia, amorfo generalizado, de quem se achou bestial demais para o esforço. Resultado: faço o que não gosto. E o que faço não tem nenhum grau de parentesco com aquilo que gostaria de fazer; penso eu.
Aqui poderei expor, explorar, explanar aquilo que gostaria de fazer para me sustentar. Escrita. Romance, Banda-Desenhada, Poemas, Stand-Up, crítica de o que quer que seja e por aí nesses caminhos. São caminhos sinuosos - até porque, admito, não sou tão bom nisto como eu penso e a minha Mãe acredita - mas tenho, obrigatoriamente, de os percorrer.
O título do sítio. Como é visível na imagem, adjacente ao texto, a composição por aglutinação não é da minha autoria. Trata-se de um livro do Mestre Miguel Esteves Cardoso, que "junta" uma colecção de textos onde o Mui conceituado escritor ortografa, em forma de crítica, sobre álbuns de musicas editados em Portugal de 1980 a 82 e vários movimentos associados à industria das cantigas que foram surgindo nesses loucos anos. Adoro (sem a pronúncia de Cascais, se faz favor) o livro e a construção genial que MMEC faz em cada texto. Devido a ser uma referência literária absoluta, o título a ele pertence. O flop, sou eu. É isso.
